Não mate a poesia. Todos os poetas a buscam e ela escolheu pousar em você.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Essência em flor


Tatuagem
(Por Claudia Vanessa Bergamini)
Da pele já não sai mais a sensação do toque,
Da boca já não se sente mais o sabor senão o daquele beijo
Dos olhos não se retira mais o olhar tão profundo
Toque, beijo, olhar...
Misturas de ações que aderem à pele, à boca, aos olhos
Mistura de sentidos que já não são mais puros
Como tatuagem
assim é seu estar em mim
Ainda que eu não queira
Ainda que eu não permita
Ainda que eu não queira desejar
Como tatuagem você está em mim...









sábado, 16 de agosto de 2014

Camões Contemporâneo

Ler Os Lusíadas, poema épico de Camões, é basilar ao aluno, mas, por outro lado, é um desafio, já que os versos decassílabos, a linguagem arcaica, a métrica regular criam no leitor de hoje um estranhamento. Assim, acredito que orientar os alunos antes da leitura é essencial, do mesmo modo, com vistas a mostrar como o enredo da obra é rico e se oferece ao leitor como enigma a ser decifrado, propus aos alunos que criassem um modo diferente de apresentar os cantos do livro. 
Os versos de Os Lusíadas se transformaram em paródia, em versos brancos e livres, em seminários, preparados com maestria pelos jovens, em cartazes em músicas e em teatro. As fotos são parte do belíssimo trabalho realizado pelos alunos do 1 ano do ensino médio do Colégio Universitário.







Leitura Auto da Compadecida

Fazer com que alunos do Ensino Médio leiam os clássicos de nossa Literatura nem sempre é uma atividade fácil, tampouco realizada com prazer. Por isso, ao longo do ano letivo, tenho buscado formas diversas de realizar a leitura em sala de aula, a fim de incentivar os alunos de modo que possam seguir em casa a desvendar os segredos que cada livro oferece. 
Foi assim com os alunos do 1º ano do ensino médio do Colégio Universitário, ao abordar o gênero dramático, realizamos a leitura do Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Para despertar o interesse dos alunos em relação a esta obra basilar de nossa dramaturgia, a cada aula um grupo se colocava à frente para a leitura dramatizada. Vozes, gestos, feições, tudo deu corpo à performance dos alunos e, por conseguinte, vida aos personagens. Foi uma atividade prazerosa que permitiu a interação, o riso e, além de tudo, conhecer o riquíssimo trabalho de Suassuna. 










segunda-feira, 11 de agosto de 2014

link para vídeo-aula

Chamada para aula de redação https://www.youtube.com/watch?v=gc4F-Cy-Dco  

Aula sobre gêneros textuais - https://www.youtube.com/watch?v=FW9vaB6ByhA

Aula sobre configurações textuais -  https://www.youtube.com/watch?v=nnP3GNm1voc


Vídeo Quadro Falando Fácil - 28/03/2014


Quadro Falando Fácil 31/03/2014



Quadro Falando Fácil 10/04/2014



Quadro Falando Fácil 10/04/2014






Quadro Falando Fácil 10/07/2014


domingo, 10 de agosto de 2014

Todo dia é dia dos pais

Todo dia é dia dos pais (por Claudia Vanessa Bergamini) 

Então, hoje, acontece aquele grande dia. O dia em que os pais são rodeados de beijos e presentes e que, para muitos, é o dia de serem lembrados. Deixemos de lado as datas especiais e nos lembremos de que somos por eles, os nossos pais. Chatos ou legais, permissivos ou não, é com nossos pais que aprendemos os primeiros valores, que nos serão caros por toda a vida. Nesta manhã de domingo, estabeleçamos um marco para separar a data comercial da data festiva. Que todos os pais sejam sempre lembrados pelo que nos ensinaram a ser, pelo que abdicaram por nós. Lembremo-nos que parte do que somos e do modo como agimos vem deles. Parabéns hoje e sempre a todos os papais, sejam eles homens ou mulheres que cumprem a difícil função de educar.

sábado, 9 de agosto de 2014

poemas de ausência

Abrigo (Por Cláudia Vanessa Bergamini)

Tateio em minha volta à procura das mãos,
mãos que durante muito tempo mantiveram as minhas,
e hoje só encontram a ausência e o vazio.

Vazio que preenche meus dias,
Dias em que são pinceladas as saudades,
Saudades que me levam à eterna busca,
busca por reencontrar as mãos que me eram abrigo.

De manhã as busco no silêncio ao meu lado.
À tarde anseio em sentir o cheiro que me embriagava,
À noite, enfim, sinto o silêncio, frio que atormenta.

Se minhas mãos sentem o desamparo que a tua ausência provoca,
imagine meu corpo longe de seu calor,
meus olhos longe do brilho que emanava dos seus,
minha boca distante do sabor ameno dos seus lábios.

Perfume, carinhos, sedução
vivo diante de um dèja vu
vivo o vivido
sinto o sentido
sofro com o sempre sofrido.

abrigo de meus dias
amparo de minha dor
luz de meus passos
onde andará?


Ausência (Por Cláudia Vanessa Bergamini)

Preciso falar do que sinto,
Permitir que as palavras expressem a dor e a falta...
Ausência é também feita daquilo que me enche,
Daquilo que me sufoca!

Olho para o ponto de luz no céu
Percebo, às vezes, a presença daqueles que já não estão,
mas cujas vidas são ainda  para mim raras,
sinto que a ausência se faz no fato de essas luzes estarem sempre presentes.

Olho para minhas mãos
Vazias, solitárias, sem o abrigo de que eu precisava.
Onde estarão as mãos que abrigavam as minhas?
Onde estará o calor que delas emanava?

Ausência que se faz na presença,
Ausência que se faz no sentir,
Ausência que se faz no estar sozinho
E no paradoxo de não poder existir sem a presença desejada.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

poemas de dias cinza



poemas da alma



Veredas (por Claudia Vanessa Bergamini) 

A vida se faz por meio de veredas, às vezes, tao retas que não nos levam para além da mesmice, da calmaria. Às vezes, tao oblíquas que nos amedrontam e quase nos fazem desistir. Gostei muito de veredas retas. Hoje soam tão sem sabor, tão sem o cheiro da novidade, da descoberta. Ainda me assusto com os caminhos oblíquos, mas são eles que me motivam a superá-los. Não sou reta nem oblíqua. Sou também uma vereda, cujo mapa para adentrá-la ainda está para ser descoberto.


Teu corpo (por Claudia Vanessa Bergamini) 

Assim como o rio que deságua no mar, meu corpo precisa encontrar o seu. Porque ele é como a água do mar. Às vezes, manso, sereno, que quase me faz esquecer do sabor salgado. Em outras, é fúria, tempestade. Gosto do seu corpo, das duas formas: como barco que navega sereno em mim, que sou água tranquila; e bravo, impetuoso, desbravando-me como o forte navio a vencer a tempestade. Amo seu corpo colado ao meu, como fruta pegada no galho, como abelha no pólen da flor. Toque sensível, mãos fortes, braços que me abarcam, pernas entrelaçadas... todo o seu corpo. Ah! Todo o seu corpo inundando o meu.


Chuva (por Claudia Vanessa Bergamini) 

Cheiro de terra molhada, cheiro de vida que se renova, de plantas que agradecem pela água que, lentamente, escorrendo por entre folhas e tronco, vai cobrindo de alegria todo ser que dela tanto necessita. Chuva seja bem-vinda a esta manhã de sexta-feira. Bom dia!!!!

Desejo (por Claudia Vanessa Bergamini) 

O amor vai invadir de paz o coração tao talhado pela guerra. Vai entrar pela janela e iluminar o sorriso.

Nossas vidas estão ligadas  (por Claudia Vanessa Bergamini) 

Tuas mãos são abrigos para as minhas 
Teu olhar corta meus olhos e penetra em meu coração
Teu sorriso me faz encontrar alento e paz
Teu abraço me deixa segura de que um dia todos os idílios serão possíveis.